An online community sharing the study and practice of Chan Buddhism
Traduzido por Patricia Paiva

EmptyZendoQuantas vezes você ouviu “viva no presente”? A expressão é a tendência do momento. Eu a escuto em todo o lugar, e a vejo dentro e fora de no mínimo 60 por cento dos livros de auto-ajuda e psicologia em cada livraria que eu visito. É um “jargão” eu suponho, mas me parece ser tão popular que se diluiu do seu verdadeiro significado.  Eu acho que “viver no presente” é uma desculpa para fazer o que quiser, sendo apropriado ou não. Claro, que todos nós estamos no presente. Afinal, tudo está lá; em termos dualistas, é a junção do passado e do presente, a hora “zero” que não pode ser compreendida. É um período tão rápido de tempo, um acontecimento tão rápido que com nossa limitada lógica, ela é concebida como um evento fragmentado na biblioteca de filmes da nossa cabeça sob o título: “coisas que fizemos uma vez na vida”. Para todos os propósitos de nossas vidas diárias, o Agora não existe. E por conta disso, nem o passado ou o future. Não podemos descrever o Agora para ninguém porque uma vez que você o experimente, nenhuma palavra pode descrevê-lo.

Muitas vezes esses momentos passam por nós despercebidos, pois temos o que pensamos serem as coisas mais urgentes para fazer: partir para pegar um amigo, terminar algum trabalho no tempo certo, se preocupar em terminar uma lição de casa, etc.  Para ser honesto, é difícil, e quase impossível, para alguém estar totalmente alerta sobre cada instante de cada momento. Seria uma vida de sobrecarga e desumana de se viver. Não sei como entender isto, mas até onde posso falar, os humanos são as únicas criaturas do planeta que têm a capacidade de fazer os eventos que se passam um filme mental, ou prever eventos que podem ocorrer além do momento vivido. O “Encantador de Cães”, Cesar Millan diz aos clientes que os cachorros só vivem no presente. Outro exemplo seria Charlotte Joko Beck que escreveu: “O gato é uma maravilha; mas ele não sabe disso, ele só vive”.

O que quer dizer “só vive”? Eu tive um vislumbre disso em duas ocasiões. A primeira foi de muito prazer, mas, naquele vazio completo de entendimento do que era aquilo. A segunda aconteceu dois anos depois e foi tão misteriosa como a outra. A primeira foi em uma montanha, a segunda foi em uma almofada no Zendo. Se um mais um é igual a dois, a justaposição desses dois eventos me ensinou uma aritmética diferente. A primeira experiência foi compartilhada com um amigo enquanto caminhava na montanha Phoenix, no Arizona. Tínhamos escalado até o topo de uma subida íngreme e tínhamos parado para descansar em uma grande rocha. Não estávamos lá muito tempo e vimos dois coiotes andando vagarosamente através do relevo da montanha 30 pés de distância de nós. Ficamos imóveis como uma presa enquanto os assistíamos vagarosamente e deliberadamente. Quando os coiotes desapareceram na distância, meu amigo e eu só olhamos um para o outro, sem dizer uma palavra, e retornamos quietos até a encosta da montanha. Conversamos muito depois e não mencionamos os coiotes. A experiência parecia pertencer a outro tempo, outro mundo.

Eu tinha esquecido os coiotes até uma noite enquanto praticava zazen. Eu estava- indiscutivelmente como parece- incapaz de ignorar meus pensamentos sobre o Coração Sutra. Minha mente estava ocupada com escrever um texto sobre o vazio. Estava envolvido no pseudo-narrador quando de repente, eu vi uma formiga veio na minha visão estreita no chão do Zendo. O texto que estava escrevendo desapareceu imediatamente e tudo que pude fazer era assistir aquela formiga caminhar ao redor, a torto e a direito, na frente do meu travesseiro. Eu assisti aquilo por horas provavelmente no tempo de formiga, minutos e segundos para mim. Eu não tinha ideia de quanto tempo assisti aquela criaturinha, mas meus pensamentos tinham ido embora... Sim! Como no dia que meu amigo e eu vimos os coiotes serpenteando em meio às salvas e cactos.  Não houve diferença em ambos os eventos. Os dois se misturaram e me sacudiram como se alguém virasse minha cama do lado ao contrário e me acordasse de um sono profundo.  Foi maravilhoso. O que foi aquilo? Quando acordei, eu procurei por aquela pequena formiga. Eu realmente queria agradecê-la pela sua caminhada, mas ela não estava em nenhum lugar.  Foi real? Ou uma “realidade separada”? Esses eventos foram vazios ou formas? Dois eventos: um impressionante e sentido sem compreensão, e o outro um flashback que fechou bruscamente meus sentidos, me deixando em um estupor de um sonho, em um vazio Zendo, por debaixo de uma montanha, coiotes com seis pernas, formigas com quatro e eu sem nenhuma: uma rocha sólida sobre a qual sentar. Um insight do significado de estar no presente.


Frank Roberts (Fa Guang Shakya)

Junho 2011

 

Sutras and Shastras

Since there is no difference between the Shakti and the one who embodies her, nor between substance and object, the Shakti is identical to the Self. The energy of the flames is nothing but the fire. All distinction is but a prelude to the path of true knowledge. The one who reaches the Shakti grasps the non-distinction between Shiva and Shakti and enters the door to the divine. As space is ...

Thus have I heard. One morning, when the Buddha was staying near Shravasti in the jeta grove of Anathapindika's estate, He and His company of twelve hundred and fifty monks went into the city to beg for their breakfast; and after they returned and finished their meal, they put away their robes and bowls and washed their feet. Then the Buddha took His seat and the others sat down before Him.

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There is a teaching (dharma) which can awaken in us the root of faith in the Mahayana, and it should therefore be explained. The explanation is divided into five parts. They are (1) the Reasons for Writing; (2) the Outline; (3) the Interpretation; (4) on Faith and Practice; (5) the Encouragement of Practice and the Benefits Thereof. Someone may ask the reasons why I was led to write this ...

This is what should be done By one who is skilled in goodness, And who knows the path of peace: Let them be able and upright, Straightforward and gentle in speech. Humble and not conceited, Contented and easily satisfied. Unburdened with duties and frugal in their ways. Peaceful and calm, and wise and skilful, Not proud and demanding in nature.

The Buddha's Teaching on Loving-kindness
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Thus have I heard. At one time the Blessed One together with many of the highest Bodhisattvas and a great company of Bhikshus was staying at Rajagaha on Mt. Gridhrakuta. The Blessed One was sitting apart absorbed in Samadhi Prajna-paramita. The Venerable Sariputra, influenced by the Blessed One absorbed in Samadhi, spoke thus to the Noble Bodhisattva Avalokitesvara:

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The Platform Sutra of Hui Neng became a pivotal treatise in the history of Chan, often used as a distinguishing mark of Souther School Chán.  An important resource for anyone interested in the historical devolopment of Chán Buddhism in China. The Master Hui-neng ascended the high seat at the lecture hall of the Ta-fan Temple and expounded the Dharma of the Great Perfection of Wisdom, and ...

By NA
Avalokiteshvara Bodhisattva, when practicing deeply the Prajna Paramita, Perceived that all five skandhas are empty&nbsp And was saved from all suffering and distress. O Shariputra, form does not differ from emptiness; Emptiness does not differ from form. That which is form is emptiness; That which is emptiness form.

The Heart Sutra -- "The Heart of the Perfection of Great Wisdom" Sutra

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By the Buddha

Sayings of the Buddha

Speak not harshly to anyone; those thus spoken to will retort. Vindictive speech begets sorrow, and retaliatory blows may bruise you.
-- Canto X.5

Even though a man be richly attired, if he should live in peace, calm, controlled, assured, leading a holy life, abstaining from inflicting injury upon all creatures, he is truly a brahmana, a recluse, a bhikkhu.
-- Canto X.14

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I have heard that on one occasion the Blessed One, on a wandering tour among the Kosalans with a large community of monks, arrived at Kesaputta, a town of the Kalamas. The Kalamas of Kesaputta heard it said, "Gotama the contemplative — the son of the Sakyans, having gone forth from the Sakyan clan — has arrived at Kesaputta. And of that Master Gotama this fine reputation has spread: 'He ...

Death & Dying

By Chuan Zhi

When we recognize that the ego doesn't exist in any real sense but only as an artifice of the mind, there's nothing that needs explaining anymore: the notion of reincarnation is seen as nothing more than an intellectual game. The person, like the raindrop, merges into the sea of the Dharmakaya, a sea where individuality, in any mode of conception, is totally obliterated. Does one molecule of ...

By Carl Gustav Jung
Carl Jung was, and continues to be, a tremendous influence on matters of spiritual consciousness in the western hemisphere. He was deeply interested in the psychological and spiritual underpinnings of Zen Buddhism and other eastern religions and for many years collaborated with Zen scholars and priests such as D. T. Suzuki. Between them, an amalgam of psychology and spirituality took shape that ...
By John Donne
Perchance, he for whom this bell tolls may be so ill, as that he knows not it tolls for him; and perchance I may think myself so much better than I am, as that they who are about me, and see my state, may have caused it to toll for me, and I know not that. The church is Catholic, universal, so are all her actions; all that she does belongs to all. When she baptizes a child, that action concerns ...
By Jalai Al-Din
I died from the plant, and reappeared in an animal; I died from the animal and became a man; Wherefore then should I fear? When did I grow less by dying? Next time I shall die from the man, That I may grow the wings of angels. From the angel, too, must I seek advance; All things shall perish save His face Once more shall I wing my way above the angels; I shall become that which entereth not the ...
By Chuan Zhi

My first encounter with a Zen teacher happened when I was in my late twenties. Zen had been an interest of mine for nearly a decade before this chance encounter with a person of Zen. I had never thought seriously about actually DOING Zen, but I liked reading the philosophies that came from Zen literature. Doing Zen was, well, something I thought I would never be able to do: it required detaching ...

By Michael Gellert
“Death,” Jung wrote in 1945 not long after his heart attack, “is the hardest thing from the outside and as long as we are outside of it. But once inside you taste of such completeness and peace and fulfillment that you don’t want to return.”1 Jung was speaking here of his out-of-body, near-death experience, whose gripping effect indeed made it difficult for him to return to the world of ...