An online community sharing the study and practice of Chan Buddhism

Traduzido por Coleman Barks
versão em Português por Chuan Yuan Shakya
 

H usam nos pede que comecemos o livro V.
Ziya-Haqq, o Resplendor da Verdade,
Husamuddin,
Mestre para os mais Puros Mestres
se minha garganta não fosse tão estreita,
eu te louvaria como deves ser louvado,
em alguma linguagem outra, que não esta linguagem de palavras,
mas uma galinha doméstica não é um falcão.
Temos que misturar o verniz que temos
e dar uma pincelada.

Não falo para materialistas. Quando menciono Husam,
falo apenas àqueles que conhecem segredos espirituais.
O louvor é simplesmente abrir as cortinas
para deixar que entrem suas qualidades.
O Sol,
é claro, permanece à parte do que digo.

O que aquele que louva está realmente louvando é
a si mesmo, ao dizer implicitamente,
"Meus olhos estão claros".

Do mesmo modo, o que critica está criticando
a si mesmo, dizendo implicitamente, "Não posso ver muito bem
com meus olhos tão inflamados".

Em momento algum tenha dó de alguém
que queira ser o Sol, aquele outro Sol,
Aquele que faz das coisas podres, frescas.

E nunca inveje alguém
que queira ser este mundo.

Husam é o Sol de que falo.
Não pode ser entendido com a mente, ou dito,
mas aos tropeços, tentaremos.
Apenas porque não podes beber tudo o que cai
não significa que desistirás de tomar goles
da água da chuva. Se a noz
do mistério não pode ser tomada,
deixe-me ao menos tocar a casca.

Husam, refresque minhas palavras, tuas palavras.
Minhas palavras são apenas a superfície do teu saber,
uma atmosfera terrestre comparada a teu vasto espaço.

O que digo é apenas para te mostrar, a Ti,
de modo que quem quer que ouça estas palavras não se lamente
por nunca ter tido a chance de ver.

Tua Presença me retira de minha vaidade
e imaginação e opinião.

A reverência é o ungüento
que nos curará os olhos.

E uma constante e perspicaz escuta.
Permanece na intempérie como uma palmeira
levantando os braços. Não caves buracos de rato
na terra, argumentando em um
labirinto doutrinal qualquer.

Esta teia intelectual te mantém coberto
na cegueira. E outras quatro características
te impedem de amar. O Alcorão as chama de
quatro pássaros. Diga Bismillah, e corte
as cabeças destes pássaros pestilentos.

O galo da luxúria, o pavão real do desejo
de ser famoso, o corvo da posse, e o pato
da urgência, mate-os e os faça reviver
em outra forma, mudados e inofensivos.

Há um pato em ti.
Nunca se satisfaz, procurando pelo seco
e pelo molhado do mesmo modo, como um ladrão numa casa vazia
juntando objetos em seu saco, pérolas,
grãos-de-bico, qualquer coisa. Sempre pensando, "Não há tempo!
Não terei outra chance!"

Uma Verdadeira Pessoa é mais calma e ponderada.
Ele ou ela não se preocupa com interrupções.

Mas este pato tem tanto medo de não conseguir tudo o que vê
que perdeu toda a generosidade, e expandiu assustadoramente
sua capacidade de ingerir comida.

Um grande grupo de infiéis
certa vez veio ver Muhammed,
sabendo que ele os alimentaria.

Muhammed disse a seus amigos,
"Dividí estes visitantes entre vós.
Como estais todos repletos de mim,
será como se eu fosse o anfitrião."

Cada amigo de Muhammed escolheu um hóspede,
mas uma enorme pessoa foi deixada para trás.
Ele sentou-se na entrada da mesquita
como a borra grossa no fundo de uma xícara.

Então Muhammed convidou o homem à sua própria casa,
onde o enorme filho de um Turco Ghuzz comeu tudo,
o leite de sete cabras e comida suficiente
para dezoito pessoas.

Os outros na casa estavam furiosos.
Quando o homem foi para a cama, a empregada bateu a porta
atrás dele e a trancou, cheia de mágoa
e ressentimento. Pela meia-noite, o homem
sentiu diversas necessidades de uma só vez.

Mas a porta! Tenta abrí-la,
insere uma lâmina pela fresta. Nada.
A urgência aumenta. O quarto se contrai.
Ele cai em um sono confuso e sonha
com um lugar desolado, já que ele mesmo é
tal lugar desolado.

Então, sonhando que está só,
ele se alivia de uma enorme quantidade
e outra enorme quantidade.

Mas logo fica consciente o suficiente
para descobrir que os lençóis que junta ao redor de si
estão cheios de excrementos. Ele se agita com espasmos da vergonha
que normalmente impede os homens de fazer tais coisas.

Ele pensa, "Meu sono é pior que minha vigília.
A vigília é apenas cheia de comida.
Meu sono é tudo isto."

Ele agora está chorando, amargamente embaraçado,
Esperando pelo amanhecer e pelo ruído do abrir da porta,
esperando que de alguma forma ele possa sair
sem que ninguém o veja como está.

Serei breve. A porta se abre. Ele está salvo.
Muhammed vem ao amanhecer. Ele abre a porta
e se torna invisível para que o homem não se sinta envergonhado,
e assim possa escapar e lavar-se
e não ter que encarar aquele que abriu a porta.

Alguém completamente absorvido em Alá como Muhammed
pode fazer isto. Muhammed havia visto tudo o que acontecera
durante a noite, mas conteve-se e não deixou o homem sair
até que tudo acontecesse como era necessário acontecer.

Muitas ações que parecem cruéis
são de uma profunda Amizade.
Muitas demolições são na verdade renovações.

Mais tarde, um servente intrometido
trouxe a Muhammed as roupas de cama.
"Veja o que teu hóspede fez!"

Muhammed sorri, sendo ele misericórdia a todos os seres,
"Traga-me um balde d'água."

Todos saltam, "Não! Deixe-nos fazer isto.
Vivemos para servir-te, e este é o tipo de trabalho manual
que podemos fazer. O teu é o trabalho interior do coração."

"Sei disso, mas esta é uma ocasião extraordinária."

Uma Voz em seu interior está dizendo, "Há grande sabedoria
em lavar estes lençóis. Lave-os."

Enquanto isso, o homem que manchou os lençóis e fugiu
está voltando à casa de Muhammed. Ele havia deixado para trás
um amuleto que sempre levava consigo.

Ele entra e vê as Mãos de Deus
lavando seus lençóis incrivelmente sujos.
Ele esqueçe o amuleto. Um grande amor de repente o adentra.
Ele rasga sua camisa. Bate a cabeça
contra a parede e a porta. Sangue
escorre de seu nariz.

Gente vem de outras partes da casa.
Ele está gritando, "Fiquem longe!"
Bate na própria cabeça, "Não tenho discernimento!"
Prostra-se diante de Muhammed.
"Tu és o Todo! Eu sou uma vil minúscula
peça inexpressiva. Não posso olhar-Te."
Ele está quieto e treme de remorso.

Muhammed inclina-se e o segura e o acaricia
e abre seu saber interior.

A nuvem derrama suas lágrimas, e então o jardim floresce.
O bebê chora, e o leite da mãe flui.
A Enfermeira da Criação disse, Deixe-os chorar bastante.

Esta chuva-lamento e sol-ardência se entrelaçam
para nos fazer crescer. Mantenha sua inteligência quente como ferro em brasa
e teu lamento reluzente, assim tua vida permanecerá fresca.
Chore facilmente como uma criancinha.

Deixe que as necessidades do corpo minguem e as decisões da alma aumentem.
Diminua o que dás a teu ser físico.
Teu olho espiritual começará a se abrir.

Quando o corpo se esvazia e permanece vazio,
Deus o enche com perfume e madrepérola.
Desta maneira um homem troca seu excremento por pureza.

Ouça os Profetas, não algum garoto adolescente.
A fundação e as paredes da vida espiritual
são feitas de sacrifícios e disciplina.

Fique com amigos que te suportem nisso.
Fale com eles sobre textos sagrados,
e sobre como estás indo, e como eles estão indo,
e mantenham suas práticas unidos.

- Mathnawi, V, 1-149, 163, 167

Sutras and Shastras

Since there is no difference between the Shakti and the one who embodies her, nor between substance and object, the Shakti is identical to the Self. The energy of the flames is nothing but the fire. All distinction is but a prelude to the path of true knowledge. The one who reaches the Shakti grasps the non-distinction between Shiva and Shakti and enters the door to the divine. As space is ...

Thus have I heard. One morning, when the Buddha was staying near Shravasti in the jeta grove of Anathapindika's estate, He and His company of twelve hundred and fifty monks went into the city to beg for their breakfast; and after they returned and finished their meal, they put away their robes and bowls and washed their feet. Then the Buddha took His seat and the others sat down before Him.

...

There is a teaching (dharma) which can awaken in us the root of faith in the Mahayana, and it should therefore be explained. The explanation is divided into five parts. They are (1) the Reasons for Writing; (2) the Outline; (3) the Interpretation; (4) on Faith and Practice; (5) the Encouragement of Practice and the Benefits Thereof. Someone may ask the reasons why I was led to write this ...

This is what should be done By one who is skilled in goodness, And who knows the path of peace: Let them be able and upright, Straightforward and gentle in speech. Humble and not conceited, Contented and easily satisfied. Unburdened with duties and frugal in their ways. Peaceful and calm, and wise and skilful, Not proud and demanding in nature.

The Buddha's Teaching on Loving-kindness
...
Thus have I heard. At one time the Blessed One together with many of the highest Bodhisattvas and a great company of Bhikshus was staying at Rajagaha on Mt. Gridhrakuta. The Blessed One was sitting apart absorbed in Samadhi Prajna-paramita. The Venerable Sariputra, influenced by the Blessed One absorbed in Samadhi, spoke thus to the Noble Bodhisattva Avalokitesvara:

...

The Platform Sutra of Hui Neng became a pivotal treatise in the history of Chan, often used as a distinguishing mark of Souther School Chán.  An important resource for anyone interested in the historical devolopment of Chán Buddhism in China. The Master Hui-neng ascended the high seat at the lecture hall of the Ta-fan Temple and expounded the Dharma of the Great Perfection of Wisdom, and ...

By NA
Avalokiteshvara Bodhisattva, when practicing deeply the Prajna Paramita, Perceived that all five skandhas are empty&nbsp And was saved from all suffering and distress. O Shariputra, form does not differ from emptiness; Emptiness does not differ from form. That which is form is emptiness; That which is emptiness form.

The Heart Sutra -- "The Heart of the Perfection of Great Wisdom" Sutra

...

By the Buddha

Sayings of the Buddha

Speak not harshly to anyone; those thus spoken to will retort. Vindictive speech begets sorrow, and retaliatory blows may bruise you.
-- Canto X.5

Even though a man be richly attired, if he should live in peace, calm, controlled, assured, leading a holy life, abstaining from inflicting injury upon all creatures, he is truly a brahmana, a recluse, a bhikkhu.
-- Canto X.14

...

I have heard that on one occasion the Blessed One, on a wandering tour among the Kosalans with a large community of monks, arrived at Kesaputta, a town of the Kalamas. The Kalamas of Kesaputta heard it said, "Gotama the contemplative — the son of the Sakyans, having gone forth from the Sakyan clan — has arrived at Kesaputta. And of that Master Gotama this fine reputation has spread: 'He ...

Death & Dying

By Chuan Zhi

When we recognize that the ego doesn't exist in any real sense but only as an artifice of the mind, there's nothing that needs explaining anymore: the notion of reincarnation is seen as nothing more than an intellectual game. The person, like the raindrop, merges into the sea of the Dharmakaya, a sea where individuality, in any mode of conception, is totally obliterated. Does one molecule of ...

By Carl Gustav Jung
Carl Jung was, and continues to be, a tremendous influence on matters of spiritual consciousness in the western hemisphere. He was deeply interested in the psychological and spiritual underpinnings of Zen Buddhism and other eastern religions and for many years collaborated with Zen scholars and priests such as D. T. Suzuki. Between them, an amalgam of psychology and spirituality took shape that ...
By John Donne
Perchance, he for whom this bell tolls may be so ill, as that he knows not it tolls for him; and perchance I may think myself so much better than I am, as that they who are about me, and see my state, may have caused it to toll for me, and I know not that. The church is Catholic, universal, so are all her actions; all that she does belongs to all. When she baptizes a child, that action concerns ...
By Jalai Al-Din
I died from the plant, and reappeared in an animal; I died from the animal and became a man; Wherefore then should I fear? When did I grow less by dying? Next time I shall die from the man, That I may grow the wings of angels. From the angel, too, must I seek advance; All things shall perish save His face Once more shall I wing my way above the angels; I shall become that which entereth not the ...
By Chuan Zhi

My first encounter with a Zen teacher happened when I was in my late twenties. Zen had been an interest of mine for nearly a decade before this chance encounter with a person of Zen. I had never thought seriously about actually DOING Zen, but I liked reading the philosophies that came from Zen literature. Doing Zen was, well, something I thought I would never be able to do: it required detaching ...

By Michael Gellert
“Death,” Jung wrote in 1945 not long after his heart attack, “is the hardest thing from the outside and as long as we are outside of it. But once inside you taste of such completeness and peace and fulfillment that you don’t want to return.”1 Jung was speaking here of his out-of-body, near-death experience, whose gripping effect indeed made it difficult for him to return to the world of ...